terça-feira, outubro 31, 2006

Paulistão 2007

Saiu a tabela do Campeonato Paulista de 2007 da Série A1. A competição se inicia no dia 17 de janeiro e termina em 29 e abril. No ano que vem, além das famigeradas 19 rodadas com times pernas de pau, haverá semifinais e final. Ao final da fase de classificação, os quatro melhores se classificam, com o primeiro pegando o quarto e o segundo encarando o terceiro, em eliminatórias de dois jogos. Os vencedores se enfrentam em duas finais.

Confira a primeira rodada do Paulistão 2007

Quarta-feira – 17 de janeiro
16h - Barueri x Santos
16h - Juventus x Rio Branco
19h30min - Corinthians x Ponte Preta
19h30min - Marília x Santo André
20h30min - São Caetano x Guaratinguetá
20h30min - Rio Claro x América
20h30min - Noroeste x São Bento
20h30min - Ituano x Bragantino

Quinta-feira – 18 de janeiro
20h30min - Sertãozinho x São Paulo
20h30min - Palmeiras x Paulista

Para ver as demais rodadas, clique nos links abaixo:

http://www.tricolornaweb.com.br/noticias.php?not=14775

http://www.tricolornaweb.com.br/noticias.php?not=14776

Comentário

Em vez do futebol se preocupar com competições nacionais e internacionais, temos que perder 4 meses com um torneio que só serve para angariar votos aos presidentes das Federações - e, por conseguinte, a CBF -, por isso o número absurdo de 20 clubes, com muitas equipes inexpressivas. Poderíamos ter um torneio menor, com poucos clubes e em menor tempo,s ervindo de preparação para o Brasileirão, Libertadores, Copa do Brasil, Sul-Americana, torneios e amistosos no exterior, etc.

Com mais tempo, campeonatos mais qualificados, mais longos, com mais chance de todos participarem (caso da Copa do Brasil, que poderia receber muito mais times, com fases qualificatórias entre equipes menores até entrar os chamados grandes) , jogadores mais bem preparados, treinados, com oportunidade do clube fazer dinheiro em outros países, por meio de amistosos. Tudo isso contribuiria muito mais do que um torneio que só serve para agradar prefeitos do interior, que vê seu estádio encher quando um São Paulo, Corinthians, Palmeiras ou Santos vai até sua cidade, mas depois vira as costas quando a mesma equipe da casa enfrenta uma adversária de igual porte, com o estádio às moscas.

É piada de mau gosto ver os estaduais aumentarem datas, incharem de clubes (o Carioca também será assim), em nome de rivalidades que só serve para alimentar violência e não para encher estádios, já que as pessoas só fogem quando sabem que vai ter clássico no estádio. É besteira abrir caminho para tais competições, enquanto que o que pode ser rentável aos clubes é deixado de lado, sem que ninguém faça nada na prática. Eles se merecem, enquanto o torcedor é obrigado a ver times de quinta categoria enfrentando sua equipe, com estádio vazio, tudo em nome da política de votos. Parece a política da ditadura militar na década de 70, "onde o estado vai mal, um time no Nacional", chegando ao cúmulo de em 1979 ter mais de cem times se enfrentando no Campeonato Brasileiro. Parece que a receita é a mesma nas Federações.

Outra opinião interessante a respeito é a que está no Blog do Victor Birner, comentarista da CBN, que trata mais diretamente sobre o tema e com a opinião na qual eu concordo em 100%. Basta ver o post "Que Monstros Feios" deste dia 31/10.

El Paranaense

Para iniciar definitivamente este novo espaço, quero falar da ascensão do Atlétido Paranaense nas últimas semanas. Pela Copa Sul-Americana, o El Paranaense - como é conhecido na América Latina - passou por cima do River Plate, depois de vencer na Argentina e empatar na Arena da Baixada. Superou o Nacional do Uruguai nas quartas-de-final, depois de vencer em Montevidéu por 2 x 1 com um atleta a menos no seundo tempo, e golear, em Curitiba, o mesmo adversário, por 4 x 1. Nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro o desempenho do Atlético é impressionante: nos últimos oito jogos venceu 4, empatou 3 e perdeu apenas 1. Levando-se em conta os dois últimos resultados: 4 x 3 pra cima do Fortaleza no Nordeste e 4 x 0 sobre o rival Paraná Clube, em casa.

Mas o principal ainda deve ser escrito: dá gosto de ver o Atlético Paranaense jogar. Com um golaço atrás do outro, jogadas de talento, lançamentos primorosos, Marcos Aurélio, Dênis Marques, Cristian, Jancarlos, Evanílson (que substituiu Jancarlos contra o time paranista), sem falar no goleiro Cléber que tem pego tudo, formam uma equipe que, senão é a mais cara ou badalada, tem atletas que buscam jogar um futebol certinho, com boa aplicação tática, marcação forte e velocidade com qualidade nos contra-ataques, arma mortal do time comandado pelo competente Vadão que, no Atlético, tem dado certo, afinal, é sua terceira passagem pela equipe. Na primeira, entre 1999 e 2000, ele levou o time, de forma inédita, à Libertadores, perdendo nos pênaltis para o Galo mineiro, nas oitavas-de-final da competição.

Vale a pena também acompanhar sua torcida vibrar a cada partida, lotando o estádio. Ponto negativo para a palhaçada de entrar torcedores da equipe da casa no gramado para provocar os jogadores do Paraná Clube, numa atitude de time pequeno que não condiz com o momento do clube. Ano passado já foi a criancice de armar escarcéu no jogo contra o São Paulo pelo Brasileirão, quando o todo poderoso do clube, Mário César Petraglia, invadiu o gramado e xingou o zagueiro Alex, do tricolor paulista, de assassino, provocando um alvoroço no estádio.

É preciso rever certas atitudes e acalmar o ímpeto do clube que, mais que o elenco, costuma se colocar na berlinda à toa. O time é bom e merece todo o crédito por ter valorizado a Sul-Americana a todo o momento, ao contrário dos demais clubes brasileiros, que só prestam atenção quando não alcançam a Libertadores via Brasileirão, esquecendo-a depois, quando tem que disputá-la.

O Atlético, na minha opinião, possui todas as chances de superar o mexicano Pachuca (provável adversário nas semi-finais) e chegar à final e enfrentar ou Colo-Colo ou San Lorenzo, aí, adversários mais tradicionais e difíceis (apesar de nem tanto). Mas que podem ser suplantados pela força do Atlético Paranaense, sendo a prova de fogo definitiva desse clube que busca o vôo alto: ser grande. E nada melhor que um título dessa envergadura para fazer parte do seleto grupo de clubes brasileiros vencedores de títulos internacionais.

Estréia

Bem, como se eu não tivesse mais nada para fazer, resolvi criar mais outro blog. Este é o Futiba, que vai tratar, como o nome informal já diz, de futebol. Mas quero falar de futebol de tudo quanto for lugar, pelo menos trazer resultados e brincar de plantão, coisa que eu gosto bastante. Sem falar em analisar tabelas, chances de cada time, confrontos, etc.

Sem muita coisa de histórico de embates, talvez entre, mas isso se eu me disciplinar. Aqui, como o blog Jornalismo e Política, será anárquico. Então, tempo e forma de atualização não terá uma regra rígida. Quero analisar, entender, comentar, discutir as coisas do cotidiano futebolístico e o que vejo por aí.

E claro: eu poderei tratar de outros esportes, mas isso se eu tiver paciência, pois o que eu gosto de acompanhar, respirar, sentir, viver, é o futebol mesmo. Então, este breve escrito é apenas para dizer que os trabalhos estão inaugurados neste blog! Que sejam erguidas as cortinas e que comece o espetáculo!