Para iniciar definitivamente este novo espaço, quero falar da ascensão do Atlétido Paranaense nas últimas semanas. Pela Copa Sul-Americana, o El Paranaense - como é conhecido na América Latina - passou por cima do River Plate, depois de vencer na Argentina e empatar na Arena da Baixada. Superou o Nacional do Uruguai nas quartas-de-final, depois de vencer em Montevidéu por 2 x 1 com um atleta a menos no seundo tempo, e golear, em Curitiba, o mesmo adversário, por 4 x 1. Nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro o desempenho do Atlético é impressionante: nos últimos oito jogos venceu 4, empatou 3 e perdeu apenas 1. Levando-se em conta os dois últimos resultados: 4 x 3 pra cima do Fortaleza no Nordeste e 4 x 0 sobre o rival Paraná Clube, em casa.
Mas o principal ainda deve ser escrito: dá gosto de ver o Atlético Paranaense jogar. Com um golaço atrás do outro, jogadas de talento, lançamentos primorosos, Marcos Aurélio, Dênis Marques, Cristian, Jancarlos, Evanílson (que substituiu Jancarlos contra o time paranista), sem falar no goleiro Cléber que tem pego tudo, formam uma equipe que, senão é a mais cara ou badalada, tem atletas que buscam jogar um futebol certinho, com boa aplicação tática, marcação forte e velocidade com qualidade nos contra-ataques, arma mortal do time comandado pelo competente Vadão que, no Atlético, tem dado certo, afinal, é sua terceira passagem pela equipe. Na primeira, entre 1999 e 2000, ele levou o time, de forma inédita, à Libertadores, perdendo nos pênaltis para o Galo mineiro, nas oitavas-de-final da competição.
Vale a pena também acompanhar sua torcida vibrar a cada partida, lotando o estádio. Ponto negativo para a palhaçada de entrar torcedores da equipe da casa no gramado para provocar os jogadores do Paraná Clube, numa atitude de time pequeno que não condiz com o momento do clube. Ano passado já foi a criancice de armar escarcéu no jogo contra o São Paulo pelo Brasileirão, quando o todo poderoso do clube, Mário César Petraglia, invadiu o gramado e xingou o zagueiro Alex, do tricolor paulista, de assassino, provocando um alvoroço no estádio.
É preciso rever certas atitudes e acalmar o ímpeto do clube que, mais que o elenco, costuma se colocar na berlinda à toa. O time é bom e merece todo o crédito por ter valorizado a Sul-Americana a todo o momento, ao contrário dos demais clubes brasileiros, que só prestam atenção quando não alcançam a Libertadores via Brasileirão, esquecendo-a depois, quando tem que disputá-la.
O Atlético, na minha opinião, possui todas as chances de superar o mexicano Pachuca (provável adversário nas semi-finais) e chegar à final e enfrentar ou Colo-Colo ou San Lorenzo, aí, adversários mais tradicionais e difíceis (apesar de nem tanto). Mas que podem ser suplantados pela força do Atlético Paranaense, sendo a prova de fogo definitiva desse clube que busca o vôo alto: ser grande. E nada melhor que um título dessa envergadura para fazer parte do seleto grupo de clubes brasileiros vencedores de títulos internacionais.
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