quinta-feira, dezembro 14, 2006

Barcelona atropela o América

O Barcelona não tomou conhecimento do América do México e goleou por 4 x 0, em partida válida pela semifinal do Mundial de Clubes da Fifa, nesta quinta-feira. os gols foram marcados por Gudjonhsen, aos 11, Rafa Marquéz, aos 30, ambos na primeira etapa e Ronaldinho, aos 20, e Deco, aos 40 do segundo tempo.

O time espanhol está classificado para a finalíssima do torneio e pega o Internacional no próximo domingo em Yokohama, às 8h20, horário de Brasília. Já o América enfrenta o Al Ahly às 5h20 do mesmo dia, em confronto que vai definir o terceiro colocado da competição. Antes, na sexta-feira, Jeonbuk, da Coréia do Sul, e Auckland, da Nova Zelândia, se enfrentam em decisão do quinto e sexto lugares.

O Barcelona deu um verdadeiro passeio pra cima dos mexicanos, que não conseguiram segurar o adversário e pouco o assustou durante os 90 minutos de jogo. Com jogadas de efeito no campo de ataque, o time azul grená acuou o América em seu campo, tendo restado a este bolas longas para o artilheiro Cláudio Lopez, sem muita eficácia. O lateral direito Castro era o homem incumbido de marcar Ronaldinho, o que fez o América perder a jogada pelo flanco do campo, que tinha sido o forte na primeira partida, contra o Jeonbuk.

E, para piorar, na primeira vez que Ronaldinho saiu da marcação - para tocar de calcanhar e iniciar a jogada do primeiro tento - e foi acompanhado pelo lateral, um corredor foi aberto para Gudjonhsen abrir o marcador, após passe de Iniesta. Após o gol, o time espanhol tirou o pé do acelerador e passou a tocar a bola e deixar o tempo passar. Mesmo assim, ainda deu tempo de sair o segundo tento, numa cobrança de escanteio de Deco na cabeça do zagueiro Rafa Marquéz.

O América veio alterado para a segunda etapa: saiu o meia Cabañas para a entrada do veterano Blanco, com Cuevas (que começou jogando no lugar de Blanco) na frente com Lopez. A bola começou a passar mais pelo meio campo mexicano, mas sem redundar em grandes jogadas ofensivas. O Barcelona continuava burocrático, com lampejos de bom futebol quando queria. E era essa a impressão: metia quantos gols quisesse, quando quisesse. E foi assim que saiu o terceiro gol. Em grande jogada de Deco para Giuly, este arrematou para grande defesa de Ochoa, mas, no rebote, Ronaldinho estufou a rede adversária.

A partir daí o Barcelona passou a dar show. Com trocas de passes, calcanhares, letra, lançamentos, dribles, Ronaldinho comandou as ações do jogo. Tanto que, numa ótima jogada pelsa direita, Ronaldinho rolou para Deco encher o pé de fora da área e fazer um golaço, no ângulo do goleiro mexicano. E foi pouco: mais jogadas de efeito do Barcelona levaram à loucura os torcedores japoneses que vibravam cada vez que Ronaldinho pegava na bola e fazia das suas. Numa delas, Ronaldinho passou por três e encobriu Ochoa, batendo no travessão.

Se o técnico do Inter, Abel Braga, tinha alguma dúvida de pôr ou não um terceiro volante, o Ronaldinho acabou de desmistificar a dúvida e escalou o colombiano Vargas para a decisão. Pois, sem um homem para marcá-lo de perto, é difícil superar o atual campeão Espanhol e da Liga dos Campeões.

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