O Internacional superou o Al Ahly na manhã desta quarta-feira (horário de Brasília) pelo placar de 2 x 1 no estádio Nacional de Tóquio e se classificou para a final do Mundial de Clubes, que acontecerá no próximo domingo (17) contra o vencedor de Barcelona e América do México, que se enfrentam nesta quinta-feira, na cidade de Yokohama.
O filme foi semelhante à semifinal do ano passado, em que o São Paulo venceu o Al Ittihad, da Arábia Saudita, por 3 x 2. O colorado entrou nervoso, errando muitos passes, principalmente na defesa, com o volante Edinho e o zagueiro Fabiano Eller. No ataque, apenas algumas investidas para pressionar a saída de bola adversária. Na parte criativa, Fernandão conseguia dava o toque de classe, com boas aparições de Alexandre Pato no ataque, enquanto que seu companheiro Iarley sumia no gramado. E numa das poucas jogadas ofensivas do primeiro tempo, aos 23 minutos, após um lançamento do Fernandão para Pato, a zaga rebateu mal e sobrou para o garoto abrir o placar.
A partir daí o Inter diminuiu o ritmo e viu o Al Ahly, mesmo que timidamente, partir para cima. A situação ficou pior no fim da primeira etapa, quando Aboutrika bateu uma falta para grande defesa do goleiro Clemer e outro chute que acertou a trave, numa falha da zaga brasileira.
Na volta do intervalo, quando o técnico Abel Braga poderia acalmar os ânimos e assentar o time no campo, a situação se complicou. Os gaúchos resolveram apostar apenas no contra-ataque e chamara os egípcios para cima, que, mesmo sem muita qualidade, mas, aproveitando-se da apatia do adversário, empataram o jogo aos 9 minutos. Numa saída errada do Clemer, que chutou uma bola em cima de seu zagueiro, provocando lateral para o oponente, e ainda demorou para voltar ao seu gol, proporcionando que o cruzamento vindo da esquerda fosse aproveitado pelo atacante angolano Flavio, que, de cabeça, encobriu o arqueiro adiantado.
A partir dali o sufoco virou um drama. Pouco tempo depois, o lateral esquerdo Hidalgo sentiu uma contusão na coxa direta e pediu pra sair, sendo substituído por Rubens Cardoso. Em seguida, a sensação Alexandre Pato caiu no gramado, sentindo fortes câimbras na panturrilha, dando lugar a outro jovem, Luiz Adriano, de 19 anos. O Inter, mesmo assim, não conseguia jogar, pois Fernandão havia cansado, sem forças para atacar.
Foi aí que o colorado começou a jogar bola na área, sua característica marcante. Até que, numa cobrança de escanteio, aos 27 minutos da etapa final, Luiz Adriano se antecipou à zaga e marcou de cabeça. Os últimos minutos foram mais do Inter tentando segurar o ímpeto do Al Ahly, e dos egípcios tentando, mas de forma desordenada, ir para a frente. Apenas o sufoco de bolas aéreas nos derradeiros segundos assustou os brasileiros.
Em entrevista à Fifa após o jogo, Fernandão creditou a ansiedade de ter que chegar à final como um fator complicador ao desempenho da equipe: “A estréia é sempre mais complicada. Mas pra final a gente vai melhorar bastante”, crê. É o que a torcida colorada espera, mas deve ficar em alerta, pois, o futebol pífio apresentado pelos gaúchos, principalmente quanto a apatia, o nervosismo e a dispersão em campo, com o time todo espalhado, longe um do outro, podem ser fatores a facilitar a vida de uma equipe experiente como o Barcelona.
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