Primeiro, um esclarecimento. Devido à visita do papa Bento 16 ao Brasil, não pude atualizar o blog na semana passada. Trabalhei bastante na cobertura desse evento e, por isso também, pouco vi os jogos de volta das oitavas de final da Libertadores. Portanto, o que eu vou comentar aqui é mais do que li, ouvi, fiquei sabendo, além de impressões que o desenrolar dos confrontos me causaram.
Começando pela terça-feira, o Colo-Colo não conseguiu, como era de se esperar, reverter a vantagem do América do México, que venceu a partida de ida por 3 x 0, na Cidade do México. Na volta, em Santiago, o placar foi 2 x 1 para os chilenos. Esse jogo eu consegui acompanhar e vi o Colo Colo perder muitas oportunidades no primeiro tempo, o que dificultou, certamente, qualquer chance de virar o resultado. Quando conseguiu fazer o primeiro, tomou o empate em seguida e, mesmo tendo feito o segundo no fim da peleja, viu o sonho de seguir adiante na Libertadores ir por água abaixo.
Na outra partida da terça, o classificado mais previsível das oitavas se concretizou: mesmo perdendo por 2 x 0 na cidade de Toluca, para o time local, o Cúcuta Deportivo se classificou às quartas de final, pois, no jogo realizado em casa, havia ganho por 5 x 1. Os colombianos vêm crescendo de produção e conseguiram até aqui uma campanha magnífica, afinal, é sua estréia na competição.
Nos jogos de quarta-feira, poucas surpresas e somente uma constatação. A falta de surpresa ficou para a classificação de Boca Juniors e Defensor Sporting, sobre Vélez Sarsfield e Flamengo, respectivamente. Isso porque, no jogo de ida, argentinos e uruguaios haviam goleados seus adversários em casa. Na volta, o Boca perdeu por 3 x 1 e foi salvo pelo golzinho quase olímpico de Riquelme, então de empate. O Defensor perdeu por 2 x 0 no Maracanã e ficou à beira de uma hsitórica eliminação, mas que virou épica classificação, já que é a primeira vez que o Defensor vai tão longe numa Libertadores.
A constatação fica para a vitória por 2 x 0 do Grêmio sobre o São Paulo, em jogo realizado no Olímpico. Os gaúchos foram melhores em toda a partida (e nos 180 minutos dos dois confrontos) e se aproveitaram de duas falhas dos paulistas, que quase não chegaram no gol adversário durante os noventa minutos. Mal escalado, com atletas preguiçosos e sem pegada de Libertadores, a torcida viu um time que corria, mas não queria realmente ir muito longe. Um técnico com uma equipe toda errada em campo, que preferiu improvisar a vencer.
Na quinta-feira a competição pegou fogo. O Santos tomou um sufoco na Vila Belmiro e precisou suar muito (e ter Zé Roberto iluminado) para vencer o Caracas por 3 x 2, depois de estar perdendo por 2 x 0. Já o Paraná perdeu muitos gols, sofreu com a retranca do Libertad e ficou no 1 x 1 em Assunção, sendo eliminado como o previsto. E o Nacional mostrou toda a sua tradição e camisa e ganhou do Necaxa, em Aguascalientes, por 1 x 0, se classificando com duas vitórias pra cima dos mexicanos que possuíam uma equipe interessante, mas uma defesa muito vulnerável.
No próximo post eu comento as partidas das quartas de final. Até lá!
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