sábado, junho 23, 2007

Boca Juniors é hexacamepeão da Libertadores

O Boca Juniors não tomou conhecimento do Grêmio e aplicou 5 x 0 nas duas partidas da finalíssima e se sagrou campeão da Taça Libertadores 2007. No jogo de ida foi 3 x 0 no estádio de La Bombonera, na capital do tango. Na volta, no último dia 20, os brasileiros não viram a cor da bola novamente e perderam por 2 x 0. Foi a maior diferença de gols da história da competição em um mata-mata decisivo.

Foi a sexta conquista para os boquenses, sendo o segundo maior ganhador da história, perdendo apenas para o rival Independiente, que tem sete. Foi a quarta taça da competição em sete anos, tendo as outras vitórias ocorrido em 2000, 2001 e 2003 – as primeiras em 1977/78. Com este feito, o Boca também alcançou 16 troféus internacionais, se consolidando como a equipe que mais tem campeonatos deste tipo no mundo.

Nem tão avassalador assim

Apesar de tudo isso, ao contrário das conquistas anteriores, o Boca não tinha uma equipe forte no conjunto, com uma defesa segura, um meio campo fantástico e um ataque arrasador. O goleiro Caranta nunca passou confiança, a dupla de zaga não é das melhores, o meio campo não é um primor na marcação e o ataque sofreu com a atuação apagada da revelação Palacios, tendo apenas o experiente (e mediano) Palermo para completar de cabeça os cruzamentos na área.

Contudo, tinha a qualidade e a magia do meio-campista Riquelme, que veio emprestado pelo Villareal, da Espanha, apenas para disputar o torneio sul-americano e recolocar a equipe de Buenos Aires de volta ao topo do mais importante campeonato das Américas. E foi o que fez. Nos momentos em que mais precisou do astro amado pelos inchas do Boca, ele apareceu, principalmente nas duas partidas finais, com três gols e duas assistências. Outro fator preponderante para o triunfo foi a experiência. Além de Riquelme Palermo, Ibarra, Clemente Rodriguez e Battaglia já haviam sido campeões da Libertadores pelo Boca.

Do outro lado, o Grêmio, repleto de histórias de superação para contar, com oponentes complicados na lista de derrotados e com toda a mística da imortalidade da camisa tricolor. Com atletas de qualidade, mas pouco poder ofensivo, o que uma hora iria fazer muita falta e fez nos dois confrontos. A verdade é que o time gaúcho foi muito longe, principalmente se lembrarmos que, há dois anos, o Grêmio estava na Série B do Brasileirão.

Finais

No primeiro confronto, em Buenos Aires, o Grêmio até atuou direitinho na fase inicial, atrás, impedindo os avanços do Boca, mesmo este tendo aberto o placar, numa falha dupla: da zaga, que só olhou, e do assistente, que não marcou impedimento. Mas, no segundo tempo, os argentinos foram pra cima e, ajudados com a justa expulsão do volante Sandro Goiano no primeiro terço da etapa derradeira, os xeneizes destruíram o Grêmio com um 3 x 0 impensável.

A torcida acreditava para a volta que seria possível inverter um placar pela terceira vez na competição, depois de virar sobre São Paulo, Defensor e segurar o Santos na Vila Belmiro. Mas, o Boca é o Boca, por mais pouco informativo que isso possa ser. Entretanto, é futebol, e o inexplicável e o aparentemente óbvio dizem muita coisa.

O time que tem as cores da bandeira sueca manteve uma postura magistral em Porto Alegre. Barrou as investidas do adversário, marcou na frente e foi ao ataque a hora que quis, fazendo os gols nos momentos certos, enterrando toda e qualquer possibilidade do Grêmio tentar alguma coisa. Não que os gaúchos tivessem tentado algo. Os jogadores pouco fizeram para reverter essa jornada, parecendo já saber que o impossível não ia se repetir. Não desta vez. Afinal, do outro lado também estava um time que transforma tudo em possível.

sábado, junho 09, 2007

Grêmio e Boca Juniors fazem a final da Libertadores

Grêmio e Boca Juniors estão na final da Libertadores de 2007. Na quarta-feira, os gremistas passaram um sufoco na Vila Belmiro, perderam por 3 x 1, mas esse gol fora de casa deu à classificação aos gaúchos. Já o Boca atropelou o Cúcuta Deportivo por 3 x 0 na Bombonera, na quinta-feira.

O Grêmio jogou com o resultado conquistado no Olímpico, na semana passada, quando venceu os santistas por 2 x 0. Podendo perder por até 1 x 0, a equipe do técnico Mano Menezes se postou atrás e acabou saindo na frente, com um golaço do meia Thceco.

Vi pouco o primeiro tempo, então vou me ater mais à segunda etapa, quando já estava 1 x 1, com o gol marcado por Renatinho no fim da primeira parte. Foi um verdadeiro massacre santista. Renatinho fez o segundo aos 15 minutos e levou a torcida, o estádio, o time todo pra área gremista. O terceiro gol, de Zé Roberto, quase aos 30 minutos, deu aind amais alento ao Santos. No entanto, o Grêmio se fechou ainda mais e conseguiu segurar o placar que o colocou, de forma heróica, na final da competição.

Já o jogo do Boca foi uma coisa de outro mundo. Isso porque simplesmente não dava poa ver a partida,d evido a uma neblina que atingiu Buenos Aires o dia todo e atrasou a partida em uma hora. Mesmo assim, quando a bola rolou, havia momentos em que não se conseguia enxergar nada. Tanto que o árbitro uruguaio Roberto Silvera chegou a interromper o jogo no segundo tempo.

O Cúcuta, sem seu artilheiro panamenho Blás Pérez - convocado para representar seu país na Copa Ouro - atuou de forma retraída a partida toda, mesmo tomando gols. Sem o costumeiro controle da bola, dava chutões e vivia pressionado pelo adversário o tempo todo. Mesmo assim, o primeiro gol só saiu aos 44 minutos, numa cobrança de falta perfeita de Riquelme.

Na volta do intervalo, a neblina apertou, o Boca fez o segundo gol, anulado pelo bandeira, revoltando os atletas. Mas estava impedido. Porém, como pouco se via - a TV só transmitia com as câmeras localizadas na laterla, pois do alto não se via nada - as queixas eram até com razão. Pouco tmepo de paralisação depois, mas com o mesmo nevoeiro, Palermo fez o gol que já dava a classificação aos argentinos. Perto do fim, Bataglia, numa cobrança de escanteio, fez o terceiro e sacramentou a vitória do atual bicho papão da América do Sul.

O primeiro jogo acontece na próxima quarta-feira, dia 13, às 21h45, em Buenos Aires. A volta ocorre dia 20, no mesmo horário, em Porto Alegre. Na final não há o critério do gol fora de casa. Se empatar em saldo de gols ao fim das duas partidas, prorrogação.

Pra mim, o Boca é favorito, pois recuperou o bom futebol, não se classificou só com o nome. Não tem deixado seus adversários jogarem, se bem que Libertad e Cúcuta são de menor expressão que Santos e São Paulo, que o Grêmio enfrentou. Mesmo assim, creio que a primeira partida poderá decidir muita coisa. Os gaúchos não sentem tanto essa coisa maluca e mítica da Bombonera, mas precisam jogar mais bola fora de casa, coisa que ainda não fizeram no mata-mata dessa Libertadores. Se o fator casa para ambos tem funcionado no torneio, o Boca tem se saído melhor fora de casa do que os brasileiros.

Agora, a forma como os dois times caminharam até a final indicam ambos como campeões. Até por isso é difícil analisar. Mas aposto no Boca, sem desmerecer o Grêmio, que tem uma equipe bem postada atrás, com alguns problemas na frente, mas muita garra e organização tática. Serão dois jogaços, que ninguém deve deixar de ver.

sábado, junho 02, 2007

Grêmio e Cúcuta saem na frente

O Grêmio e do Cúcuta Deportivo saíram na frente naos jogos de ida das semifinais da Libertadores. Na quarta-feira (30), os gremistas venceram por 2 x 0 o Santos no estádio Olímpico. Já na quinta-feira (31), o Cúcuta fez 3 x 1 no Boca Juniors, na Colômbia.

Grêmio passa por cima do Santos

Em Porto Alegre, o Grêmio jogou uma pamrtida de semifinal de Libertadores, enquanto que os atletas santistas entraram em campo para mais um confronto modorrento do campeonato nacional. Logo, o que se viu foi um Grêmio levado pela sua frenética torcida, mordendo, marcando, sufocando o adversário. Bem postado atrás, os gaúchos tinham dificuldade pra achar espaços pra atacar, algo tradicional no atual time, boma trás, mas com espinhos na frente.

Até que a defesa do Santos resolveu abrir o bico. Ávalos fez pênalti e Tcheco abriu o placar, após os 30 minutos da primaeira etapa. Em seguida, Ávalos tocou uma bola na fogueira para Adaílton, que se assustou e rolou a bola para o jovem Carlos Eduardo ampliar o marcador, para o delírio de sua torcida, que quase viu o time fazer o terceiro, em boa defesa de Fábio Costa.

No segundo tempo, Luixemburgo colocou Pedrinho e Tabata e tentou agredir o bem postado time gremista, que controlou bem o jogo e poderia ter até marcado mais. Poderá fazer falta. Mas, se a gana de vencer colocada em campo pelos jogadores for semelhante na partida de volta, a coisa complica para o Santos, que não teve o Zé Roberto como o maestro, não teve no Maldonado a experiência necessária para calmar a zaga que estava apavorada pelo tamanho do confronto, não teve, novamente, ataque, e, muito menos, atenção para errar menos e sair do Sul com um bom resultado.

Agora, o Santos precisará meter três gols de diferença para se classificar, ou repetir o placar da ida, em seu favor, para levar aos pênaltis. Se o Grêmio fizer um gol, os paulistas precisarão marcar quatro. Para os gaúchos, basta um empate ou derrota por um gol. Ainda dá para a equipe de Luxemburgo, mas será necessária mais bola e mais raça para superar o Grêmio.

Cúcuta surpreende (apenas) o Boca

Em Cúcuta, três horas antes do jogo começar, a torcida local já lotava as dependências do estádio. Isso já dá mostras para o que a cidade pensa sobre a presença do Cúcuta Deportivo numa semifinal de Libertadores e o que o Boca irá encontrar neste embate. A primeira parte não foi nada agradável para os argentinos, que tomaram 3 x 1 e vão ter que vencer por 2 x 0 para se classificar. Caso tomem um gol, precisarão fazer quatro para irem direto à final, ou três, para levar a decissão por pênaltis. Empate e derrota por um gol de diferença levam os colombianos á decisão.

O jogo começou feroz, com oportunidades de ambos os lados. Mas, aos poucos, o Boca passou a controlar as ações e o ímpeto do time da casa, deixnado a partida morna. Até que conseguiu amrcar um gol com Ledesma, em grande jogada de Palacios, que resolveu aparecer na fase decisiva. Mas, o atacante panamenho Blas Perez despertou, deu um chapéu num zagueiro boquense e fez um lindo gol, empatando a peleja ainda no primeiro tempo.

Na segunda etapa, algumas chances de cada lado impediam de acreditar quem poderia ser o vencedor. Mas quem tem Bobadilla, tem tudo. Ou nada. O arqueiro paraguaio entrou no sgeundo tempo no lugar de Caranta, que se machucou. E logo na primeira jogada de maior perigo, ele saiu precipitado, deixando o gol livre para Córdoba virar o marcador, para delírio dos cucuteños. O Boca aind ameteu bola na trave, Riquelme apareceu bem, catimbou e articulou o meio campo boquense, mas não obteve sucesso na conclusão das jogadas. para piorar, na aprte final do jogo, Bustos cobrou uma falta magistral no ângulo, sem chance para o goleiro, ampliando para 3 x 1, dificultando a vida do Boca Juniors na partida de volta, em Buenos Aires.

Ainda acredito nos argentinos, por toda a tradição e interesse que envolvem essa competição. Se você pensou em arbitragem, acertou. Além, é claro, do bom time do Boca, que não é uma maravilha, mas tem peças importantes que podem resolver. Já o Cúcuta, se não se impressionar com La Bombonera, não recuar e continuar com seu toque de bola bonito, sua cadência e tranqüilidade, pode levar a vaga, pois tem apresentado melhor futebol que seu oponente. Mas aquela torcida pressiona demais, não dá pra cravar. É aguardar, torcer apra um grande jogo, sem interferências de juiz, torcida, etc.