Na noite desta quinta-feira aconteceram as duas partidas que faltavam para o complemento da décima sétima rodada do Paulistã0-2008. Em Mirassol, o Guaratinguetá venceu o time da casa por 3 x 1 e alcançou os 34 pontos, retomando a liderança da competição por ter mais vitórias que o Palmeiras (10 contra 9). Já o Mirassol, com 26 pontos em oitavo, praticamente não tem mais chances de classificação. Praticamente somente a partir do Santos, que é o sétimo, com 29 pontos, que a luta por uma vaga na próxima fase continua.
No Morumbi, o São Paulo fez prevalecer sua condição técnica e ganhou do Sertãozinho por 3 x 1. O resultado põe o Tricolor na terceira colocação, com 32 pontos, e empurra o Corinthians, com 30, para fora do G-4. A Ponte Preta, com 31, é a quarta colocada.
Acompanhei esta partida no estádio e pude ver que os costumeiros problemas deste time de 2008 persistem: falta de ligação entre o meio e o ataque, erros constantes nos passes, pouco poder de marcação e falhas na jogada aérea na defesa.
A falta de criação (resumida na coletiva do técnico Muricy Ramalho após o jogo pela ausência de um meia amrador) preponderou na primeira etapa. Com os 11 atrás, o Sertãozinho dava pouco espaço, dificultando a armação são-paulina, sobrando a bola para os zagueiros tocarem entre si, para os volantes e receberem novamente. Jorge Wagner, o ala esquerdo da noite, fechava pelo meio e complicava qualquer jogada por aquele lado, sobrando para a surpresa Rafael na ala direita (Joílson ficou no banco), que, às vezes recebia alguma colaboração de Zé Luís por ali.
E o garoto de 21 anos trouxe a luz para o time: em jogada individual, o atleta passou por um jogador, fechou pelo meio, e com a entrada da área livre, chutou de esquerda. O goleiro Lauro soltou e Borges, com oportunismo, completou para as redes aos 23 minutos.
Após mais uns momentos de sonolência, o Sertãozinho resolveu ir pra cima e quase complicou a vida da equipe da casa, que chutava a bola para qualquer lado, sem conseguir retomar o domínio da partida. Enquanto isso, Dagoberto, apagado, ouvia, caminhando de cabeça baixa, gritos e mais gritos do técnico Muricy, semelhante à displicência que acabou por afastar o meia Hugo essa semana do elenco.
No segundo tempo, uma mudança tática: Jorge Wagner foi jogar de segundo volante, passando Miranda quase como um ala, com Fábio Santos auxiliando por ali, enquanto que o Rafael ficou mais preso. Pouca coisa mudou: o Sertãozinho prosseguiu fechado, ameaçando em contra-ataques deixados pelo meio Tricolor que pouco marcava, sem, também, criar quase nada.
Até que aos 16 minutos, Adriano resolveu dar uma de meia e deu lindo lançamento para Borges tocar na saída do goleiro e ampliar o marcador. O gol deu tranqüilidade àequipe, que fez o terceiro, oito minutos depois, em cruzamento de Dagoberto na cabeça do Imperador.
Outros gols foram perdidos, enquanto que Rafael dava lugar a Joílson, abrindo novamente o tradicional buraco pela direita quando este jogador, que não é lateral, entra. Para piorar, Juninho saiu machucado, sentindo o joelho, dando lugar a Junior, já que não há zagueiro reserva. Dito e feito: Aos 29, em jogada pela esquerda do ataque dos visitantes, cruzamento para Geílson, que, entre Miranda e André Dias, cabeceou sozinho e diminuiu o placar.
Depois do gol, o Sertãozinho esboçou uma reação, mas a péssima qualidade do time, que é candidatíssimo ao rebaixamento, não possibilitou grande coisa. Sorte do São Paulo, que, apesar de se livrar do perigo entre chutes para lateral, perda de bola no meio, novos contra-ataques e alguns apuros em escanteios, conseguiu segurar a vitória, mesmo não tendo conseguido aplicar a primeira goleada na temporada.
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