Grêmio e Boca Juniors estão na final da Libertadores de 2007. Na quarta-feira, os gremistas passaram um sufoco na Vila Belmiro, perderam por 3 x 1, mas esse gol fora de casa deu à classificação aos gaúchos. Já o Boca atropelou o Cúcuta Deportivo por 3 x 0 na Bombonera, na quinta-feira.
O Grêmio jogou com o resultado conquistado no Olímpico, na semana passada, quando venceu os santistas por 2 x 0. Podendo perder por até 1 x 0, a equipe do técnico Mano Menezes se postou atrás e acabou saindo na frente, com um golaço do meia Thceco.
Vi pouco o primeiro tempo, então vou me ater mais à segunda etapa, quando já estava 1 x 1, com o gol marcado por Renatinho no fim da primeira parte. Foi um verdadeiro massacre santista. Renatinho fez o segundo aos 15 minutos e levou a torcida, o estádio, o time todo pra área gremista. O terceiro gol, de Zé Roberto, quase aos 30 minutos, deu aind amais alento ao Santos. No entanto, o Grêmio se fechou ainda mais e conseguiu segurar o placar que o colocou, de forma heróica, na final da competição.
Já o jogo do Boca foi uma coisa de outro mundo. Isso porque simplesmente não dava poa ver a partida,d evido a uma neblina que atingiu Buenos Aires o dia todo e atrasou a partida em uma hora. Mesmo assim, quando a bola rolou, havia momentos em que não se conseguia enxergar nada. Tanto que o árbitro uruguaio Roberto Silvera chegou a interromper o jogo no segundo tempo.
O Cúcuta, sem seu artilheiro panamenho Blás Pérez - convocado para representar seu país na Copa Ouro - atuou de forma retraída a partida toda, mesmo tomando gols. Sem o costumeiro controle da bola, dava chutões e vivia pressionado pelo adversário o tempo todo. Mesmo assim, o primeiro gol só saiu aos 44 minutos, numa cobrança de falta perfeita de Riquelme.
Na volta do intervalo, a neblina apertou, o Boca fez o segundo gol, anulado pelo bandeira, revoltando os atletas. Mas estava impedido. Porém, como pouco se via - a TV só transmitia com as câmeras localizadas na laterla, pois do alto não se via nada - as queixas eram até com razão. Pouco tmepo de paralisação depois, mas com o mesmo nevoeiro, Palermo fez o gol que já dava a classificação aos argentinos. Perto do fim, Bataglia, numa cobrança de escanteio, fez o terceiro e sacramentou a vitória do atual bicho papão da América do Sul.
O primeiro jogo acontece na próxima quarta-feira, dia 13, às 21h45, em Buenos Aires. A volta ocorre dia 20, no mesmo horário, em Porto Alegre. Na final não há o critério do gol fora de casa. Se empatar em saldo de gols ao fim das duas partidas, prorrogação.
Pra mim, o Boca é favorito, pois recuperou o bom futebol, não se classificou só com o nome. Não tem deixado seus adversários jogarem, se bem que Libertad e Cúcuta são de menor expressão que Santos e São Paulo, que o Grêmio enfrentou. Mesmo assim, creio que a primeira partida poderá decidir muita coisa. Os gaúchos não sentem tanto essa coisa maluca e mítica da Bombonera, mas precisam jogar mais bola fora de casa, coisa que ainda não fizeram no mata-mata dessa Libertadores. Se o fator casa para ambos tem funcionado no torneio, o Boca tem se saído melhor fora de casa do que os brasileiros.
Agora, a forma como os dois times caminharam até a final indicam ambos como campeões. Até por isso é difícil analisar. Mas aposto no Boca, sem desmerecer o Grêmio, que tem uma equipe bem postada atrás, com alguns problemas na frente, mas muita garra e organização tática. Serão dois jogaços, que ninguém deve deixar de ver.
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