O que era esperado se confirmou nesse fim de semana. Palmeiras e Ponte Preta superarama seus adversários e se classificaram para as finais do Paulista.
No sábado, a Ponte venceu o Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, por 2 a 1, e volta a fazer uma final do torneio depois de 27 anos. A última havia sido em 1981, quando perdera o título para o São Paulo. Na partida de ida, no Moisés Lucarelli, a Macaca já havia vencido o Guará por 1 a 0 e, novamente, fez um bom jogo, contando com a segurança do goleiro Aranha, destaque das semifinais, que defendeu até pênalti no segundo jogo.
Já no Palestra Itália, na tarde de ontem, o Palmeiras reverteu a vantagem obtida pelo São Paulo no primeiro jogo (havia sido 2 a 1 para o Tricolor) e venceu por 2 a 0, com gols de Léo Lima, em falha incrível de Rogério Ceni, e Valdívia. O jogo seguia equilibrado até Léo Lima chutar da intermediária e acertar o meio do gol, enquanto Rogério caía para a esquerda. "Não vi a bola", disse o arqueiro, tentando arrumar alguma desculpa para o frango. O gol desesperou o São Paulo, que partiu pro ataque desordenadamente.
No intervalo, mais um fato lamentável ocorreu no estádio do Palmeiras. Uma espécie de gás foi jogado na ventilação do vestiário do visitante, fazendo vários atletas e membros da comissão técnica passarem mal. Tanto que a preleção foi dada dentro do campo. Muricy Ramalho passou mal durante todo o segundo tempo e o São Paulo registrou um boletim de ocorrência no Juizado Especial Criminal (Jecrim) montado no estádio.
Mas esse episódio não serve de desculpa para a falta de jogadas da equipe do Morumbi, que só conta com chuveiros na área e com os chutes de longa distância de Hernanes, bem defendidos pelo goleiro Marcos. No final, após André Dias ser expulso, o Palmeiras acertou um contra-ataque e matou o jogo com o meia chileno.
Logo após o segundo gol, outro incidente que lembra os tempos da várzea: acabou energia no Palestra Itállia, enquanto que nos prédios ao redor estava tudo iluminado. A posição palmeirense é que isso tem sido comum após a abertura de um novo shopping nas proximidades do estádio. É verdade que havia ocorrido queda de energia por volta da uma da tarde e depois do fim do jogo, próximo das sete. Depois de quase 20 minutos de paralisação, confusão entre Valdívia (sempre ele) e Rogério Ceni, a partida recomeçou e o São Paulo ainda sufocou, contando com a expulsão de Martinez, mas, mesmo assim, nem conseguiu descontar, para delírio da torcida da casa que vibrou com a classificação em cima do rival.
Finais
As finais ocorrem nos dois próximos domingos, com o Palmeiras com a vantagem de jogar pelo empate. Se do lado do Alviverde o desfalque será Martinez, na Ponte, são vários: César, Renato e Eduardo Arroz suspensos, e Elias, que nem jogou a última partida e está fora do campeonato, por uma costela quebrada. Nesta terça-feira haverá uma reunião na Federação Paulista de Futebol para decidir onde serão realizados os jogos e há uma chance do estádio do Palmeiras ser interditado.
Falando dos jogos em si, o Palmeiras é favorito, pelo time que tem, pela maior tradição e pela arrancada na fase importante do torneio. A Ponte pode até fazer alguma fumaça, mas é bem provável que o Verdão seja campeão sem muitas dificuldades.
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